Manutenção Peugeot 206 sem mistérios mais é cara. PDF Imprimir E-mail
Escrito por Sex, 10 de Junho de 2011 14:31 Marco Antonio Silvério Jr.   
Seg, 02 de Maio de 2011 13:53

O Peugeot 206 possui manutenção simples de fácil acesso aos componentes e sem grandes segredos de manutenção e diagnóstico, apesar de os recursos com scanner ainda serem limitados, então na hora de um procedimento mais complexo é preciso correr para o equipamento original da montadora. 
 
Acompanhe as diversas dicas e procedimentos de manutenção sobre este veículo que podem evitar grandes problemas ao efetuar serviços simples.
 


 
 
Motor
 
O motor 1.4 possui bloco e cabeçote produzidos em alumínio, por isso atenção a problemas de empenamento em veículos que sofreram superaquecimento, inclusive da face do bloco do motor com uma régua nivelada.
 
A manutenção da correia dentada é simples, mas é preciso utilizar as ferramentas especiais de fasagem do comando de válvulas (inserida nos orifícios da polia e do cabeçote) e do volante do motor, que também pode ser feita com um relógio comparador. Porém se torna mais demorada.
 
Para efetuar este serviço é preciso desconectar o módulo de comando. Por isso atenção aos procedimentos descritos no box para evitar que o sistema entre no modo ECO.
 
Quando o cabeçote for removido, evite girar o motor para evitar o deslocamento das camisas, caso seja necessário devem ser devidamente fixadas. Na montagem devem ser utilizados parafusos novos, pois o torque é angular.
 
O primeiro aperto deve ser de 20 Nm, começando de dentro para fora formando uma espiral. Na sequência aplique 120° e depois mais 120° seguindo a mesma sequência.
 
Atenção a regulagem de válvulas, que pode influenciar na emissão de gases e deve ser conferida periodicamente ou em casos de manutenção. As válvulas de escape devem ser reguladas com 0,40 mm +ou- 0,05 mm e as de admissão com 0,20 +ou- 0,05 mm. Caso seja necessário, lembre-se que o primeiro cilindro é aquele mais próximo do volante.
 
Existem três modelos de filtro de óleo diferentes, sendo que um deles é menor e, segundo o conselheiro Cláudio Cobeio, se for aplicado incorretamente poderá provocar perda de pressão de óleo e acendimento da luz espia no painel.
 
 
 
Sistema de injeção e ignição
 
Segundo o especialista em módulos André Bernardo, da Design Mecânica, informou que o sistema Bosch Motronic ME 7.4.4 que equipa os modelos 1.4 l e 1.6 l, teve uma evolução de calibração para melhoria de desempenho e ajuste de temperatura do sistema de partida a frio em cerca de 5°C, para que o motor entre em funcionamento mais facilmente. André também alertou para os modelos que têm o módulo instalado no vão atrás do motor que estão sujeitos a entrada de água.
 
A bobina deste modelo recebeu críticas em relação à durabilidade. Porém o custo não é elevado. O conselheiro Fábio Cabral, proprietário da MeCabos, recomenda cuidado especial com a montagem da bobina de ignição. Os terminais de encaixe nas velas de ignição são molas aspirais e, portanto, vão apenas encostadas nas velas, e caso haja perda de pressão e o reparador não esticá-las antes de instalar, corre o risco de haver fuga de corrente.
 
 
 
Dica
 
O conselheiro Cláudio Cobeio dá uma dica para a substituição da boia de combustível.
 
A substituição da boia de combustível exige a habilitação na central eletrônica. Para isso, antes de instalar a boia nova, ligue o conector de forma que não precise mais ser desligado para completar a instalação. Posicione a haste em vazio. Ligue o contato por um minuto e desligue. Refaça o procedimento com a haste posicionada em meio tanque e tanque cheio.
 
Pode acontecer de o veículo entrar em emergência devido a avarias não consertadas. Então o veículo pode ser desligado com o motor funcionando normalmente e não pegar mais.
 
 
 
Modo ECO
 
Dica para evitar que o veículo entre no modo “ECO”, para substituição de bateria e manutenções e ou reparos no sistema elétrico ou eletrônico.
 
1. Abrir o capô do veículo;
 
2. Desligar e retirar a chave do contato;
 
3. Fechar todas as outras portas do veículo (não trancar, somente fechar);
 
4. Aguardar 15 minutos;
 
Com estes passos a BSI entende que esta em procedimento de serviço e não colocará o veículo em modo “ECO” se a bateria for desligada ou qualquer outro componente for desligado para troca ou reparo.
 
O conselheiro Julio de Souza relatou uma experiência recente em um modelo 1.0 16v ano 2003 devido ao desconhecimento deste procedimento. O veículo chegou no guincho, pois não funcionava após a perda de carga da bateria.
 
Após a troca da bateria, o sistema não apresentava pulso na bobina de ignição nem nos bicos. A bomba de combustível era acionada quando a chave era ligada. Porém ao dar partida parava. Ao medir a alimentação do módulo viu que era zero, o veículo havia entrado no modo ECO. Então foi preciso reabilitar o sistema com o scanner original da montadora inserindo o código do módulo.
 
 
 
Suspensão
 
O conselheiro Aleksandro Viana reclamou da durabilidade dos componentes da suspensão e aconselha o uso de bandejas originais, assim como os coxins, pois alguns modelos permitem movimentação excessiva, que pode ser sentida na alavanca de marchas.

Problema: Amassamento dos O´rings do filtro secador e válvula de expansão.

Consequência: Vazamento de fluido refrigerante e óleo, diminui a eficiência ou não liga o compressor.

Sugestão: Trocar os O´rings.


Problema: Trinca do tubo de admissão do condensador, com acesso próximo ao filtro secador.

Consequência: Vazamento de fluido refrigerante e óleo; não liga o compressor.

Sugestão: Geralmente, é possível soldar e reforçar esta união do tubo com o condensador, com solda TIG. É fácil de retirar o condensador e não precisa nem retirar o radiador, mas é necessária uma ferramenta “spring lock”, para soltar a conexão.

 

Problema: Mangueiras das válvulas de serviço, vazando junto à clipagem.

Consequência: Vazamento de fluido refrigerante e óleo, baixa eficiência ou não liga o compressor.

Sugestão: Essas mangueiras podem ser eliminadas, soldando as conexões de serviço diretamente nos tubos (como é na maioria dos carros). O acesso fica um pouco mais difícil, mas se evita o vazamento.

Problema: Má vedação do Lip Seal (selo) do virabrequim do compressor.

Consequência: Vazamento (geralmente, muito pequeno e dinâmico) de fluido refrigerante e óleo, baixa eficiência ou não liga o compressor (geralmente o conjunto de embreagem do compressor fica “úmido” de óleo).

Sugestão: Retirar o compressor e trocar as vedações. Pode-se aproveitar e sugerir a troca do rolamento da polia do compressor, agregando serviço, fazendo uma manutenção preventiva e aproveitando a mesma mão de obra.

 

Problema: Queima do resistor do eletroventilador do condensador.

Consequência: Não liga a 1ª velocidade do eletroventilador, ocasionando elevação da pressão e temperatura do fluido refrigerante e baixando a eficiência, o que geralmente passa despercebido e pode sobrecarregar o sistema a longo prazo.

Sugestão: Se necessário, troque o resistor. Sua localização é na parte inferior da carenagem do eletroventilador.

Outros itens também podem ocorrer, como vazamento no evaporador ou nos O´rings do evaporador, mas é necessário a remoção do painel, vazamento no radiador de ar quente, interrupção do sinal da injeção para ligar o compressor, queima do ventilador interno, problemas no painel de comando, etc.


Última atualização em Qui, 30 de Junho de 2011 07:53